
A espera por uma definição da Justiça Eleitoral mantém Hélida Larúcia de Sá Fernandes, conhecida como Larúcia, em um cenário de incerteza política. Primeira suplente do MDB, ela acompanha os desdobramentos do processo nº 0600268-71.2026.6.15.0000, que tramita no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e envolve Valdir José Dowsley, o Dinho Dowsley. A candidatura de Dinho está sob júdice em razão de questionamentos relacionados a um suposto envolvimento com uma facção criminosa, circunstância que integra as alegações submetidas à apreciação da Justiça. O desfecho poderá produzir repercussões na composição da Assembleia Legislativa da Paraíba, conforme os efeitos jurídicos de eventual decisão.
De acordo com a consulta processual, o último movimento registrado ocorreu em 17 de outubro de 2026, com a juntada de ciência. Antes disso, em 10 de outubro, houve deliberação em sessão com pedido de vista. O recurso, sob relatoria do ministro André Mendonça, tem como recorrentes o MDB estadual e Valdir José Dowsley, enquanto o Ministério Público Eleitoral figura no polo recorrido. É importante destacar que as suspeitas relacionadas ao suposto vínculo com organização criminosa constituem alegações submetidas ao exame judicial e não devem ser apresentadas como responsabilidade definitivamente reconhecida.
Enquanto não houver uma decisão definitiva, permanece a expectativa dos eleitores que apostaram na candidatura de Larúcia e aguardam respostas sobre seu futuro político. Uma eventual alteração na situação eleitoral poderá exigir retotalização dos votos e novos cálculos para a distribuição das vagas parlamentares, mas não significa posse automática da primeira suplente. Até que o TSE conclua a análise do recurso, o destino político de Larúcia e os possíveis reflexos na composição do Legislativo paraibano continuam dependendo dos próximos passos da Justiça Eleitoral.